Cozinha Experimental do Castelo do Mau
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Aventuras, prazeres e desastres da experimentação, com liberdade e sentidos abertos.

Segunda-feira, Agosto 09, 2004

Acabou o gás 


Claro que seria só trocar o botijão. Ou instalar encanamento. Enfim. Algumas palavras sobre isso no post de hoje, na Trama.


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Quinta-feira, Maio 13, 2004

Risoto X 


Está no fogão agora. Enquanto tomava banho, deixei o arroz integral (1 porção) na água. Depois, piquei um tomate bem maduro, sem sementes, enquanto esquentava o azeite em fogo baixo, com uma colher (sobremesa) de sementes inteiras de mostarda preta e outra de sementes de gergelim preto. No primeiro pipoco das sementes, adicionei o tomate e a seguinte temperança: uma colher (café) de cardamomo em pó, meia colher (café) de coentro, uma pitada de pimenta do reino branca e um minúsculo choro de sal.
Enquanto isso, piquei um punhado de castanhas do pará, que deixei ali. Despejei o arroz e tampei, por 3 minutos. Daí, coloquei as castanhas e um meio punhado de passas, mais 3 vezes o volume do arroz em água e quase-tampei - veja, não é semi-tampada, é quase totalmente fechada. Agora vou me divertir.


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Sábado, Março 27, 2004

Três refogadinhos para principal ou acompanhamento 


Azeite e alecrim numa panelinha, uns 3 minutos. Couve-flor, previamente cozida, picada, bastante noz-moscada e mexe bem.

Brócolis, previamente cozido, a seco na panela; bastante gengibre em pó (ou ralado na hora!!) e tomilho. Rega generosa de azeite e mexe bem.

A melhor: amasse sementes de mostarda com um pilão e refogue no azeite quente até que a primeira semente não quebrada estoure; daí, tomates picados e bastante cardamomo em pó.


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Segunda-feira, Março 22, 2004

Bolo inglês 


Dá pra inventar um pouco em cima da receita básica... já vou dando uns toques

Misturar bem numa travessa grande e reservar:
* 2 xícara/chá de farinha de trigo integral
* 1 xícara/chá de farinha de trigo branca
* 1 xícara/chá de castanhas do pará picadas (eu bato no liquidificador) (você pode variar com nozes ou amêndoas, conforme o tema, abaixo)
* 1 colher/sopa de fermento em pó (o de lata mesmo, químico)

Bater por 2 minutos no liquidificador:
* 1,5 xícara/chá de açúcar (prefiro o mascavo, mas pode ser demerara)
* 0,25 xícara/chá de extrato de soja
* 0,25 xícara/chá de azeite
* 1 xícara/chá de água
* o tema do bolo, que pode ser:
..... 2 bananas-prata
..... ou 3 maçãs daquelas pequenas, mais saborosas
..... ou 0,5 xícara de nabo picado (a receita original)

Ligue o forno para ir esquentando.
Depois que estiver bem homogêneo o conteúdo do liquidificador, misturar na travessa com a farinha etc. e mexer bem (uma colher grande ajuda), até molhar toda a farinha. É uma massa grossa, mas bem molhada mesmo, diferente da massa de pão.

Untar e enfarinhar uma forma ou refratário raso (máximo 3 dedos) e largo, e despejar a massa. Espalhar bem. Adicionar uma cobertura, polvilhando com uma peneira fina:
açúcar mascavo, mais algumas coisa, conforme o tema:
* para maçãs ou bananas, canela em pó; talvez uma pitada de cravo em pó
* para nabo, coco ralado ou mais nabo, também ralado

Pronto, o forno já deve estar quente, regule para 180º e asse a massa por 30 minutos.

Espere esfriar, pois enquanto quente, o bolo é quebradiço, e desenforme para uma bandeja, virando-o novamente "de cabeça pra cima".

Para calda, eu acho imbatível a de "chocolate", mas vai leite, para os vegans talvez não role: caramelize 2 ou 3 colheres/sopa de açúcar (mascavo/demerara) numa panela funda (leiteira), com um pouco de água; adicione meio copo de leite e mais meio de água e vá, sempre mexendo com colher de pau, colocando cacau em pó até a cor ficar marrom bem escuro e a textura cremosa, mas ainda bem líquida - acho que dá bem umas 5 ou 6 colheres/sopa de cacau. Quando engrossar, deu o ponto. Daí, é só derramar no centro do bolo e deixar que a gravidade espalhe. Se o topo do bolo estiver com alturas irregulares, controle o escorrimento da calda com a colher de pau.

Depois, geladeira: esse bolo é uma delícia gelado (embora eu sempre coma uns pedaços ainda quentes).


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Domingo, Março 21, 2004

Pães rapidinhos e cheirosos 


Para o café da manhã, para visitar Fernando e Zilda, para receber Sue, Stella e Yu para o almoço, para um lanche com preguiça de fazer almoço... adaptei uma receita de pão-de-minuto de uma embalagem de farelo de trigo da Mãe Terra. Ficou bem melhor que a original, que eu também fiz algumas vezes. Vão bem puros, com manteiga, com mel, com brie, com patês, com berinjela, do jeito que forem.

As quantidade aqui estão dobradas em relação à original. Primeiro os ingredientes secos numa travessa grande, bem misturados: 2 xícaras/chá de farinha de trigo integral; 1 xícara/chá de farinha de trigo branca; 1 xícara/chá de farelo de trigo; 2 colheres/chá de sal; 2 colheres/sopa de açúcar mascavo; 2 colheres/chá fermento em pó; 4 colheres/sopa de grãozinhos legais - no de ontem foram 4 diferentes: gergelim branco, gergelim preto, linhaça e kümmel, e este último eu nunca deixo de usar. Tem que misturar até ficar homogêneo.

Depois os líquidos, 2 xícaras/chá de água com 4 colheres de extrato de soja bem dissolvidas; e 2 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem. E misturar até que toda a mistura seca esteja molhada. Pode ser com as mãos mas gruda muito, então, melhor fazer um esforço com uma colher grande mesmo.

Daí, fazer bolinhos do tamanho que se queira - eu gosto de um punhado, mesmo, pouco mais que uma bisnaguinha - e colocá-los numa forma untada com óleo (pode ser de soja, algodão, girassol etc) e enfarinhada (branca mesmo). Toque final: sementes de papoula cobrindo-os.

Por fim, meia hora de forno pré-aquecido a 180º/200º.

Podem ser saboreados quentes ou frios.


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Domingo, Março 07, 2004

Risoto de abóbora 


Fim de semana encerrado em casa, por causa de garganta inflamada, febre, terminando em gripe básica. Felizmente, tinha à mão um bom pedaço de abóbora, bem do pescoço dela (estou falando da abóbora comum, verde e pescoçuda - no pescoço não há sementes, só polpa - não da moranga). Li algo interessante e resolvi adaptar: cortei em cubos pequenos, coisa de um prato de sobremesa cheio, e coloquei para cozinhar em um litro de água já fervente e salgada com uma colher de chá. Vinte minutos depois, acrescentei o arroz integral, que já estava lavado e de molho desde o começo da brincadeira, mais uma colher de chá de cravo-da-índia em pó e outra de noz-moscada em pó também, além de uma pitada de canela em pó. Tudo bem mexido, o arroz vai ao fundo e, depois de mais vinte ou trinta minutos, cresceu e dominou a panela inteira, deixando-a quase seca. No ponto. Ao servir no prato fundo, ralei nozes - para variar do tradicional parmesão, tão comum nos risotos - criando uma camada sobre todo o prato.
No jantar, fui repetir e para dar uma variadinha leve, refoquei algumas folhas de mostarda em azeite com alho dourado, pimenta-do-reino branca e um chorinho de sal.


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Terça-feira, Fevereiro 10, 2004

Brócolis e arroz integral 


Essa eu já errei por excesso de brócolis e pelo uso do brócolis-ninja (aquele que vem na versão congelada, embora seja encontrável fresco também), mas hoje acertei. De qualquer maneira, minha noção de medidas é sempre muito intuitiva, então, sabe-se lá o que vai dar da próxima vez....

Do maço de brócolis (o convencional mesmo), separe 3 ou 4 pés bem fornidos de folhas e inflorescências, descarte a parte mais grossa dos talos e, depois de lavar, coloque numa travessa funda, regue com vinagre e encha de água. O vinagre é particularmente nocivo a uma série de agentes patológicos, desde seres vivos até alguns venenos químicos. Se quiser ser realmente caxias a esse respeito, enxágüe muito bem e repita o processo substituindo o vinagre por um seu oposto, o hipoclorito de sódio, que, nas proporções recomendadas pelos distribuidores para fins alimentares, resulta numa leve solução de soda cáustica. Mas se o fizer, enxágüe em dobro, ou triplo. Enfim, deixe na solução enquanto prepara o resto.
Na panela média, fogo baixo, azeite quente e um pouquinho de alho picado. Quando começar a dourar, acrescente uma colher de sobremesa de sementes de gergelim e uma de chá de sementes de mostarda branca - tampe a panela, pois as sementes estouram e voam longe.
Enquanto isso, corte um punhado de amêndoas em lâminas e depois corte as lâminas em pedaços menores. A esta altura, as sementes já devem estar todas estouradas, abra a panela e coloque as amêndoas, mais uma colherzinha de café de noz-moscada, uma pitada de pimenta branca e carocinhos amassados de duas ou três bagacinhas de cardamomo (talvez em pó fosse melhor para esse fim, mas eu não tenho). Jogue o arroz integral previamente lavado e misture. Meio copo americano daquele vinho que sobrou na geladeira, da última visita que se estendeu até vocês não quererem mais beber. Ou uma dose de brandy.
Deixe ali enquanto pica o brócolis, no sentido transversal aos talos. Terminou, distribua por cima do arroz e acrescente água até cobrir tudo - se não tiver exagerado no brócolis, será a medida certa. Não mexa. Tampe a panela e vá ler um capítulo do seu livro atual ou escrever no seu blog.
Para ver se está pronto, é como arroz comum - quando já não houver vapor saindo pelos cantos da tampa, abra e faça um buraco vertical com o cabo da colher de madeira, até o fundo da panela, e veja se ainda há água. Se não houver, está pronto. Nestas quantidades, rende para dois.
Observe que não há sal. Os sabores das amêndoas e de tão pouco cardamomo são muito sutis e o sal vai encobri-los. Se fizer questão de sal, esqueça os tais sabores, nem precisa colocar.


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Sábado, Fevereiro 07, 2004

Couve com nozes, acompanha: grão-de-bico 


Sabadão bonito, comida rápida para aproveitar melhor o dia: couve-manteiga e grão-de bico.
A couve, enrolada e cortada assim, como fatias finas de um rocambole, foi por cima do alho que refogava na manteiga com azeite. Pouco antes dela, havia colocado no refogado algumas nozes picadas, pimenta-do-reino preta e noz-moscada. Uma pitadinha minúscula de sal, e um tantinho de coentro encerraram o assunto, sendo ajudados no espalhamento por mais um gole de azeite. Sempre mexendo, por uns 3 ou 4 minutos. Depois, mais uns tantos na panela fechada, já sem fogo.
Para não ficar só com folhas, aqueci um punhado de grãos-de-bico, previamente cozidos, em azeite, salgando levemente. Só adicionei tomilho e mexi um bocado para refogar por igual.


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Terça-feira, Fevereiro 03, 2004

Torta de brócolis e soja 


Os grão de soja, previamente cozidos, já foram usados de tudo quanto é maneira. A travessa de brócolis, também cozido, está passando do tempo. E também não tem mais nada na geladeira. Ótimo, abri uma lata de tomates pelados para daí pensar o que fazer com tudo isso.
Azeite e manteiga na panela quente, alho e alecrim na panela, enquanto tiro as cabeças dos tomates - aquela partezinha mais dura onde se prende o pedúnculo do fruto. Depois de mais ou menos picados, foram para a panela, com o suco da lata junto. Depois de mexer, panela fechada para curtir.
Depois de 5 minutos, espremo os pedaços maiores de tomate contra a parede da panela. Uma colher de café de sal, uma colher de sobremesa de açúcar mascavo, meio copo de água, se pré-aquecida melhor. Mais curtição na panela fechada, enquanto pico inflorescências e folhas do brócolis - os talos maiores só são bons quando bem fresquinhos, depois fazem muita água.
Temperos agora: três colheres de café de pimenta do reino, entre branca e preta; uma pitada de cominho; uma colher de sopa de gergelim e outra de noz-moscada em pó; uma colher de chá de coentro. Junto o brócolis, umas três mãos-cheias, e um copo de requeijão ou pouco mais dos grãos de soja cozidos. Gira, gira, gira, gira. Descansa. Dois minutos.
Hora de virar massa: mais meio copo de água aquecida, uma colher de sopa de extrato de soja em pó, três colheres de farinha de trigo integral, duas colheres de farinha de trigo branca, uma colher de chá de bicarbonato de sódio. Gira, gira, gira, gira, gira até misturar todo o pó, e desligo o fogo para não queimar o fundo.
Forma untada, despejo a massa, cubro com alumínio e coloco no forno pré-aquecido, por volta de 220 graus. 20 minutos. Vou lá ver como está. Ainda molhado, tiro o alumínio. Espero mais 10. Ainda está um pouco mais molhada do que eu gostaria, mas já tem uma fina camada seca por cima e, através do vidro temperado, posso ver pedaços de folhas do brócolis ficando tostadas. Nada que uma boa colher de farinha de mandioca não resolva. Talvez, um pouco mais de farinha de trigo, na próxima.
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Hmmm nem precisou da farinha de mandioca. Ficou é apimentado. Para quem se ressente, um doce alivia a boca. Mel é o melhor.


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Segunda-feira, Setembro 08, 2003

Mudanças à vista 


Faz tempo que não passo por aqui e, nas últimas vezes em que passei, já deixei transparecer um aspecto da grande mudança que tem se operado em meus caminhos. É fato, não como carne de mamíferos há uns 20 dias; de aves, talvez, 60 dias, talvez mais, além de nunca terem me despertado grande interesse; répteis e anfíbios foram curiosidades eventuais e já há mais de um ano... peixes ainda não estão fora do cardápio, mas não os preparo mais em casa. Logo mais paro com eles também.
Então esta cozinha aqui terá suas portas encerradas. Mas não, eu não abandonei o fogão: quando eu tiver repertório suficiente - e tempo - abro outra para os vegetarianos.


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Quarta-feira, Agosto 13, 2003

Sempre em busca da praticidade 


Ter uma travessa de trigo integral cozido, sem temperos, é uma mão e meia na roda.
Ontem, cheguei cansado, refoguei um meio cubinho de tempero de tomate em bastante azeite, fritei uma boa camada desse trigo, piquei uma beringela e misturei, temperando com gengibre em pó. Em 5 minutos, um prato fundo cheio de prazer. E saúde. Hoje, foi a vez da abobrinha. Laminada, foi pra panela grande (pra ter mais área no fundo), onde azeite, manteiga e meio cubo de caldo de legumes já se refestelavam aguardando a dita cuja. Uns minutos e lá se foram várias, cinco ou seis, colheres do trigo, mais uma pitada de tomilho espremido na palma das mãos. Como tinha colocado bastante óleo, e abobrinha não é como beringela, que absorve, fui adicionando extrato de soja, até virar uma fina camada de baba protéica. Outro prato fundo delicioso, em menos de 10 minutos.


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Domingo, Agosto 10, 2003

Mês e meio depois... 


Tava cozinhando pouco mesmo, e só coisas repetidas... ou experimentos fracassados.

Quinta passada, voltei às boas com a cozinha: fiz pão! Tinha comprado farelo de trigo integral e veio uma receita, resolvi arriscar e deu certo. Da próxima vez, eu invento um pouco em cima da receita original e daí eu conto :-)
Hoje, para acompanhar o último pãozinho, preparei umas coisas legais. Assei 2 beringelas no microondas, por 15 minutos, e tirei-lhes a polpa, que deixei fritando em azeite, com muito zattar, um pouco de pimenta síria e um pouquinho de nada de tempero pronto arisco - estou sem alho, foi necessário, mas ando meio desencanado dessas coisas prontas que a gente não sabe bem o que tem dentro. Além disso, cozinhei cebola e abobrinha picadas, com sal e curry, na própria água que elas soltaram na panela de pedra - isso mesmo, trouxe 2 panelas de pedra, da viagem por Minas... essa, de 1 litro, eu comprei em Ouro Preto, a outra é maior e veio de Tiradentes. No fim do cozimento, coloquei um bocado do trigo que havia cozinhado sem temperos. É a primeira comida que faço nela. Ontem fiz nela um chá bem legal, uma colher de gengibre picado e meio limão - a casca radala e o bagaço espremido - tudo em um litro de água na panela, com um pouco de mel e outro pouco de açúcar mascavo.


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Sexta-feira, Junho 27, 2003

Férias e pizza 


Passei a semana me preparando pra sair de férias e desencanei da internet e da cozinha, rendendo-me à velha e boa redonda. Se aprender algo interessante em Minas Gerais, experimento e boto aqui.
Até meados de julho.


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Sábado, Junho 14, 2003
Ah... troquei o mecanismo de comentários do Enetation pelo do Blogger/Brasil. Perdi os que já estavam aqui... cometam novos comentários.

Refogado por Maurício às 17:27
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Mais uma deliciosa e prática aplicação da panelada de legumes. E claro que eu fiz mais do que precisava, pra comer depois :-9.
Alho em azeite e manteiga (já reparou como sempre começo assim? será que preciso variar? :-P) em panela grande. Dessa vez foi no fogo alto para dourar rapidamente, como o do espinafre logo abaixo. Uma cebola grande em tirinhas (depois de descascá-la, corto-a ao meio no sentido dos meridianos, passo água para não chorar, coloco-a na tábua com a face reta do corte para baixo e, finalmente, corto-a no sentido dos paralelos - o dos trópicos), voltando, coloquei uma cebola grande em tirinhas, salguei, mexi bem e deixei em panela tampada. Depois acrescentei uma cenoura cortada em moedinhas finas, uma colher das de sobremesa de sementes de mostarda e pimentas variadas moídas na hora. Tampei e fui picar alho poró, que acrescentei depois, junto com couve-flor e brócolis-ninja, e mais temperos: noz-moscada e zattar, voltando com a tampa.
Enquanto cozinhava um pouco mais, corte bastante queijo - dessa vez usei o minas padrão (o seco) - e abri os pães.
Voltando à panela, separei mais da metade pra depois e arrastei para um canto o que sobrou. No espaço aberto, espalhei o queijo e depois arrastei os vegetais para cima do queio. Tampei por uns 30 segundos (outros queijos podem demorar mais), abri e recheei os pães com uma espátula. Acompanhe com sua cerveja preferida. A minha é Guiness.


Refogado por Maurício às 17:21
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Quinta à noite, fiz um spaghetti ao creme de espinafre que funcionou muito bem.
Enquanto cozinhava 1/3 de um pacote de spaghetti, refoguei o alho e um cubinho de ervas da horta em azeite e manteiga. Desta vez, bastante azeite e bastante manteiga, o suficiente pra cobrir todo o fundo de uma panela média e manter submerso todo o alho, em fogo alto, para dourá-lo rapidamente. Assim que dourou, peneirei farinha de trigo até cobrir todo o azeite/manteiga e deixei fritar, como se fosse fazer molho branco. Acrescentei meio copo de leite (ainda como se fosse fazer molho branco) e mexi um bocado. Ferve rapidinho, já que é apenas uma camada rasa de leite. Coloquei 6 bolinhas de espinhafre picado (as velhas e boas bolinhas congeladas - já devidamente descongeladas - da Bonduelle) e mexi mexi mexi até homogeneizar. Uma colher de sopa de queijo ralado e os temperos: sal, açafrão, noz moscada, pimenta do reino preta moída e uma colherinha de patê de azeitona verde.
Deixei ferver em fogo baixo por um tempinho, até terminar de cozinhar o spaghetti, que sequei, dividi em dois pratos e cobri com o molho.
Ficou realmente delicioso.


Refogado por Maurício às 16:58
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Sábado, Junho 07, 2003
Panelada de legumes e hortaliças é uma delícia. E serve pra vários pratos.
Hoje no almoço, refoguei, numa panela grande, alho picado e cebola, em azeite e manteiga, com um cubinho de ervas da horta da s. martino, um bocadinho de sal e pimenta moída na hora. Já havia deixado preparadas: cenoura, beringela e abobrinha laminados. Coloquei a cenoura junto com a cebola e tampei a panela. 3 minutos. Abri e forrei com lâminas de abobrinha, temperei com sal e fechei de novo. Mais 1 ou 2 minutos, mexi tudo e fiz outra camada. Desta vez botei uma pitada de noz moscada. Mais 1 ou 2 minutos com tampa e mexi tudo de novo e dei uma completada no azeite, pois estava começando a ficar com cara de seco. Acrescentei um prato fundo de brócolis e couve-flor que descongelavam enquanto eu fazia a primeira parte. Uma pitada de curry por cima de tudo mexido... Repeti o processo das camadas com as lâminas de beringela. E mais um tempinho de panela tampada.

Depois, separei um bocado para o jantar, que vou fazer daqui a pouco, com um filé alto (3-4 cm) ao molho do mesmo Terranova (da Miolo, com uvas Sirah do Vale do São Francisco) que estou tomando agora. A parte que ficou na panela recebeu o espaguete que estava cozinhando em sal e raiz forte, para uma fritadinha rápida, estilo iakissoba mas com menos tempo, com molho inglês (é de soja, shoyu deve funcionar também) e direto da panela para os pratos.

Bons apetites, que eu vou fazer esse lanchinho e mais tarde ainda me esbaldar com homus e babaganush e chamcliche (ou como quer que essa delícia de queijo árabe com cebola e pimentão seja grafada) na casa do Babel.


Refogado por Maurício às 18:22
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Segunda-feira, Maio 26, 2003
O frio e as sopas e cremes...
Com esse tempo... nada melhor para forrar, aquecer e preparar para o vinho.

Este é um substrato legal para inventar em cima.
Com o fundo da panela forrado de azeite e manteiga, refoguei o alho picado e meio cubinho de caldo de legumes (de ervas também funciona bem; de tomate fica muito bom, mas dá uma cor marrom, depois, que pode não agradar a qualquer um). Depois, peneirei a farinha de trigo e a deixei fritar um bocado, e acrescentei uns goles de leite, como se fosse fazer um molho branco. Acrescentei uns 120g de espinafrre moído (daquele que vem congelado em bolinhas, já descongelado) e temperei com sal, noz moscada e pimenta branca moída. Misturei bem com a farinha frita e juntei um copo de água onde havia dissolvido 1 colher de chá de maizena.
O substrato é esse. Inventa-se um "recheio" e deixa-se engrossar e cozinhar por um tempo, acrescentando uma dose de brandy.
O recheio de ontem foi de brócolis-ninja e mandioca, além de queijo ralado. Acompanhei com vinho Miolo Pinot Noir, televisão e cobertor.


Refogado por Maurício às 07:48
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Quarta-feira, Maio 07, 2003
Leve e nutritivo....

Ontem cheguei tarde em casa, sem ter jantado.
Descongelei no prato 4 bolinhas de espinafre moído, temperei com sal, nós moscada e azeite, e comi com pão integral, ralando queijo parmesão por cima. Uma amiga minha chamou este ralador minúsculo, que uso para noz moscada e queijo, de Ralador da Barbie :þ


Refogado por Maurício às 14:23
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Segunda-feira, Maio 05, 2003
De fato, os cogumelos dinamarqueses...

Há um ano eu aprendi a fazer molhos bechamel e branco. Muito úteis para massas. Mas outro dia descobri um lance legal, derivado da mesma idéia de fritar farinha e acrescentar leite, e acabei de repetir, para a glória do meu paladar. Infelizmente, só o meu, depois de um dia estressante de prazos acumulados no trabalho, brigas pessoais dolorosas, e um relax na yoga.

Na minha segunda panela (da menor para a maior) fiz uma lâmina bem servida de azeite e manteiga, e botei alho cobrindo o fundo todo, mais uns pouquinhos de Ajisale e de Arisco. Quando o alho começou a dourar nos cantos da panela, mas ainda amarelinhos no meio, peneirei a farinha de trigo sobre todo a lâmina. Uma colher de sopa bem servida e bem peneirada. Em seguida, mandei os cogumelos dinamarqueses, 4 chapéus grandes, laminados, mais uma boa chorada de azeite e mais um tablete fino (meio centímetro transversal do tablete comercial) de manteiga, umas pitadas de pimenta síria e noz moscada ralada na hora, direto na panela. Mistura, mistura, mistura. Uns 3 minutos mexendo sem parar, pra melar bem todas as lâminas dos cogus. E, por fim, um gole de leite, com mais mistura, mistura, mistura. O leite, quando junta com a farinha frita faz um creminho nojento, amarronzado por causa dos cogus, que dá uma liga sensacional. De novo, foi só com o pão integral, afinal já passam das onze e amanhã acordo às 6.

Foi isso.


Refogado por Maurício às 23:13
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Domingo, Maio 04, 2003
Mais uma dessas coisinhas que dá pra fazer uma panelada e curtir várias vezes...

Ontem, achei na geladeira uma bandeja de cogumelos de paris, pequenos, quase vencendo. Não dava pra comer tudo, até porque tinha almoçado há pouco. Mas não podia deixar estragar. Refoguei alho em azeite e manteiga, com um cubinho de caldo de cogumelo e um bocadinho de tempero pronto Arisco. Daí fritei por 5 minutos um pimentão verde cortado em tiras bem fininhas, com um pouco mais de azeite. Puxei para um canto da panela e botei os cogumelos pra fritar, mais um 5 minutos. Então, mais temperos (pimenta moida na hora, vinagre balsâmico e um pouquinho de cravo), e o resto daquele vinagrete que usei no frango. Ainda coloquei uns dentes inteiros de alho, e deixei secar toda a água, o que deu uma meia hora. Deixei esfriar na panela, antes de guardar na geladeira.

Valeu, comi hoje, metade da panela, com pão de centeio integral com granola, alemão. Para amanhã tem mais, ou talvez eu prepare os cogumelos dinamarqueses que estão na geladeira.


Refogado por Maurício às 23:24
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Sábado, Maio 03, 2003
Domingo passado fiz um churras lá no solário do castelo. Sobrou frango cru e temperado (sal, pimenta branca, gengibre, alecrim, azeite e limão - ficou ótimo na grelha). Coxas e sobrecoxas. Sobraram também cebola e tomate já grelhados, pimentões amarelos e berinjelas ainda crus (sim, tomates e pimentões assados na churrasqueira são uma delícia) além de vinagrete.
Seguindo a dica da Elô, na segunda à noite, fritei o frango na panela, por uns 15 minutos, não sem antes refogar um pouco de alho picado. Joguei o suco de limão que temperava o frango, mais os tomates e cebolas já assados, e ainda um pimentão em fatias.
Depois de alguns minutos, foi um bom tanto do vinagrete para a mesma panela, mais um toque de cominho e outro de molho inglês. Daí, ficou meia hora cozinhando. E ficou sensacional.

As beringelas eu furei e deixei 15 minutos no microondas, em alta potência. Depois, abri, raspei o miolo num prato e temperei com sal, zattar, pimenta preta em pó e bastante azeite, e misturei bastante. E guardei na geladeira, depois de esfriar.


Refogado por Maurício às 19:25
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